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Acordo Ortográfico

Perguntas e suas respostas,frequentes sobre o Acordo Ortográfico:

1. Porquê fazer um Acordo Ortográfico?

Porque o Português é língua oficial em oito Estados soberanos mas tem duas ortografias, ambas correctas, a de Portugal e a do Brasil. Existem desvantagens na manutenção desta situação e a língua será internacionalmente tanto mais importante quanto maior for o seu peso unificado.
A existência de dupla grafia limita a dinâmica do idioma e as diferenças criam obstáculos, maiores ou menores, em todos os incontáveis planos em que a forma escrita é utilizada: seja a difusão cultural (literatura, cinema, teatro); a divulgação da informação (jornais, revistas, mesmo a TV ou a Internet); as relações comerciais (propostas negociais, textos de contratos) etc., onde o Português escrito é utilizado. Isto, se considerarmos apenas as relações
intracomunitárias (nos oito países da CPLP).
Nas relações internacionais, recorde-se que existem quatro grandes línguas (Inglês, Francês, Português e Espanhol) e que o Português é a única com duas grafias oficiais.
Assim, no plano intracomunitário, a dupla grafia dificulta a partilha de conteúdos, no plano internacional, limita a capacidade de afirmação do idioma, provocando, por exemplo, traduções quer literárias quer técnicas diferentes para Portugal e Brasil.

2. Mas como se explica que exista mais do que uma ortografia?
No rescaldo da Implantação da República em Portugal, deu-se a 1ª
Reforma Oficial da Ortografia Portuguesa que, em 1911, estabeleceu uma
ortografia simplificada, consagrada nos textos oficiais de ensino.
Esta profunda reforma não foi concertada na altura com a República
Brasileira, e desde essa data a língua tem comportado duas grafias.
Sucede que a língua, como realidade dinâmica que é, está sujeita a
evolução. A ortografia do Português não é excepção e as duas ortografias
então existentes trilharam caminhos diferentes, não obstante várias iniciativas
dos dois países, singulares e concertadas, no sentido da unificação.

3. Quais são os Estados signatários (partes) do Acordo Ortográfico?
Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. O Acordo encontra-se aberto à adesão de Timor-Leste que em 1990 ainda não tinha reconquistado a independência.

4. Qual a estimativa de pessoas no mundo que falam a língua portuguesa?
Calculam-se em mais de 200 milhões as pessoas que falam Português em
todo o mundo.

5. O Acordo foi assinado em 1990, mas só entraria em vigor com a
ratificação de todos os países? O que mudou com os Protocolos
Modificativos ao Acordo?
O Acordo Ortográfico na sua versão original, de 1990, previa entrada em
vigor apenas quando se verificasse a ratificação (recepção do Acordo no
ordenamento jurídico interno do Estado) por todos os signatários.
Os Protocolos Modificativos alteraram apenas a modalidade de entrada em
vigor do Acordo. O conteúdo, i.e., as alterações ortográficas do Acordo Original
mantém-se.

6. Por que foi necessário um segundo Protocolo? O primeiro não tem
valor?
Foi necessário um Segundo Protocolo Modificativo pois a alterações
produzidas pelo primeiro (alargando o prazo para entrada em vigor)
demonstraram-se ineficazes. A assinatura do 2º Protocolo estabelece que, o
Acordo Ortográfico entrava em vigor com a ratificação por três dos Estados
signatários (naturalmente, para os Estados que procedessem à ratificação).
O Primeiro Protocolo Modificativo, não apresenta hoje qualquer conteúdo
prático.
Saiba mais sobre o tema em http://www.cplp.org/comunicados.asp
7. O Acordo Ortográfico já está em vigor? Em que países?
Sim, na ordem jurídica internacional e no Brasil, em Cabo Verde e São
Tomé e Príncipe, por força da ratificação pelos três Estados do Acordo
Ortográfico e do Segundo Protocolo Modificativo.
O terceiro signatário a ratificar, S. Tomé e Príncipe, depositou os
documentos correspondentes em Dezembro de 2006 e, por esse efeito fez com
que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrasse em vigor no dia 1 de
Janeiro de 2007. Saiba mais em http://www.cplp.org/comunicados.asp.

8. Porquê da demora na ratificação por parte dos demais países
signatários?
As razões que cada um dos signatários do Acordo Ortográfico tem para
proceder ou não à sua ratificação são matéria do foro interno de cada Estado.
A CPLP remete assim para os Estados a divulgação de informações quanto
a esta questão.

9. Foi definida data para os Estados signatários ratificarem o Acordo?
O Acordo, na sua redacção original (1990), previa a entrada em vigor a 1 de
Janeiro de 1994, após o depósito dos instrumentos de ratificação de todos os
Estados signatários. Esta disposição tornou-se letra morta quando a data foi
ultrapassada sem terem sido efectuadas as ratificações.
Esta redacção foi alterada pelos Protocolo Modificativos e em bom rigor,
visto que não se extrai dos textos qualquer outra data, não existe um prazo
para ratificação do Acordo.

10. O que acontece à ortografia do Português nos países que não
ratificarem?
Nada. Caso não seja ratificado, o Acordo Ortográfico não se torna parte dos
ordenamentos jurídicos nacionais dos signatários e assim as alterações que
estabelece não se verificarão na ortografia desses países.

11. Mas podem uns países avançar com a implementação do Acordo
Ortográfico sem os demais?
Sim, dado que está prevista a entrada em vigor desde que ratificado por
três Estados, o que já aconteceu. Todavia, é de lembrar que o objectivo é
unificação, e que o ideal seria que todos os países avançassem em uníssono.
Com efeito, a medida do sucesso do Acordo Ortográfico depende da sua
ratificação e implementação por todos os Estados signatários. Só com todos
poderá atingir o pleno dos seus objectivos originais.

12. Existe uma estimativa quanto ao número de palavras alteradas?
Segundo os dados disponibilizados pela Academia de Ciências de Lisboa, à
data da celebração do Acordo, o número de palavras cuja ortografia seria
alterada não ultrapassaria os 2 por cento! Pouco mais de 2.000 palavras num
Universo de 110.000.
Não estão contabilizadas: as alterações à utilização do hífen e as
resultantes da supressão do trema, diminutas em número e de fácil apreensão.

13. Quais foram os critérios utilizados para desenvolver as novas
normas ortográficas?
Segundo o próprio Acordo, o esforço de unificação da grafia foi presidido
por um critério fonético, isto é, a ortografia das palavras é alterada no sentido
de as aproximar à forma falada. (ex.: abolição das consoantes mudas).

14. Mas se o critério fonético está subjacente às alterações, o
Português falado é alterado?
Não. A forma falada do Português não sofrerá qualquer alteração no curto
prazo (embora não seja de excluir que, no futuro, o “p” que os portugueses
utilizam em baptismo e pronunciam muito levemente, venha a desaparecer).
Repare-se que no cenário actual de duas grafias, portuguesa e brasileira,
mesmo dentro dos limites territoriais de cada um destes dois Estados, existem
diferentes formas de falar o português, não obstante cada um dos países ter
apenas uma ortografia.
No mesmo sentido, os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, que
usam a ortografia portuguesa, falam o português de forma diversa, quer entre
si, quer da falada em Portugal ou no Brasil.
Os cambiantes da língua falada não serão afectados pelo Acordo.
Altera-se a ortografia no sentido de a unificar, utilizando a fonética apenas
como um dos instrumentos dessa unificação ortográfica.

15. Quais os prazos e custos para a implementação das alterações?
O Acordo ocupa-se apenas das regras ortográficas e define um patamar de
compromisso em termos ortográficos. Cabe a cada um dos Estados envidar
esforços no sentido de chegar a esse patamar. O processo de implementação
não se encontra definido no Acordo.
Entende-se assim que caberá a cada Estado estudar as suas necessidades
específicas e definir o plano de acção nacional, no sentido de concretizar o
Acordo. Assim, remete-se para as autoridades nacionais qualquer informação
sobre prazos e custos.

16. Quando se começarão a sentir os efeitos práticos? Será imediato
ou faseado?
Sendo que cada país definirá o seu plano de acção, os efeitos do Acordo
começarão a sentir-se à medida que as autoridades nacionais avançarem com
a sua implementação.
Assim, será o plano de acção nacional de implementação de cada Estado
que definirá as áreas (ensino, administração pública, comunicação social, etc.)
onde as alterações se farão sentir em primeiro lugar.
Dada a complexidade relativa em termos técnicos (Ex. manuais escolares)
e financeiros, cada Estado adoptará, provavelmente, planos de acção
faseados.
Recorda-se que não será a entrada em vigor, per se, do Acordo que levará
os cidadãos a respeitarem as novas regras ortográficas. Existe uma nova
ortografia, mas a sua implementação não é instantânea. Serão possivelmente
definidos, pelos próprios Estados, períodos de transição para as áreas onde tal
faça sentido, ex.: manuais escolares, gramáticas e dicionários, formulários de
serviços públicos, contratos, etc.

17. É isto que se entende por “moratória” de aplicação do Acordo?
Tem sido por vezes referido na imprensa que o Acordo prevê uma
“moratória” para a sua aplicação. Tal informação é incorrecta.
Não obstante, e como já foi abordado acima, a introdução das alterações
ortográficas dificilmente será instantânea.
Naturalmente existirá um período de convivência entre as duas grafias, que
será diferente consoante o contexto. Isto é, qualquer livraria terá, durante os
anos vindouros, livros nas suas prateleiras escritos nas duas grafias, mas
dificilmente se encontrará, uma vez implementado o Acordo, um jornal diário
que não reflicta as alterações.
Por este exemplo se vê que as diferentes manifestações da língua escrita
terão, pelos seus ciclos naturais, diferentes prazos para absorver as alterações.

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7 de abril de 2009 Posted by | dica, dicas, reforma ortográfica | 1 Comentário

Como se diz no Brasil ? Como se diz em Portugal?

Você fala Potugês? Mas qual deles?
Veja as diferenças do português de Portugal  e o português do Brasil.

   Brasil
  Portugal
A Alzira tira o “fone” do gancho e diz: “Alô?”
A Carminha pega o “auscultador” e diz “Estou!”
Banheiro
Quarto de banho
Açougue / Açogueiro
Talho / Talhante
Fila
Bicha
Ônibus
Autocarro
Trem
Combóio
Toca-fitas
Leitor de cassetes
 Tela (de TV)
Écran
Um “acontecimento” no Brasil…
….é um “facto” em Portugal
Terno
Fato
Menino / garoto
“puto”
Meias masculinas
Peúgas
Cueca
Boxer
Multa
Coima
“meia”
6 (seis)
Galera
Turma
Embarcação
Galera
Usuário
Utilizador
Xerox
Fotocópia
Caça comprida
pantalona
Legal, maneiro
fixe (pronuncia-se “fiche”)
Pistolão (gíria)
Cunha (gíria)
Chope
Imperial (Sul), Fino (norte)
Camisa do jogador de futebol
Camisola
Salpicão – salada com frango defumado
Salpicão – linguiça defumada
Cafezinho
Bica / Biquinha
Bala
Rebuçado
Elegante
Gira
Restaurante
Casa de Pasto
Suco
Sumo
Xícara
Chávena
Quadrinhos
Banda Desenhada
Drink
Bebida
Time
Equipa / clube
Parada
Demora
Torcida
Claque
O que está na moda
Altamente
Maravilhoso , jóia
Bestial
Muito
Bué
Mulher Tagarela
Galinha (no Brasil, galinha é uma palavra feia quando usada para uma mulher)
O que não tem nada a ver
Bacorada
Burro / “uma anta”
Calhau
Vai plantar batatas! /  Vai catar coquinhos! / Deixe-me em paz!
Desampara-me a loja ! / Vai comer palha!
Pessoa Estúpida / “Casca Grossa”
Tulho
Dedurar / Dedo duro
Chibo
Pessoa sem conhecimento do assunto
Nharro / gandarro / massaro
Falar pelos cotovelos
Falar demais
Ir por água a baixo
Não dar certo
Dar o braço a torcer
Recohecer um erro
Piada seca –
Piada seca – “bacorada que um tulho diz!”
Mistura de burro com o casca grossa
Pigmeu – “mistura de tulho com calhau! “
animal
emocionante
axé (pronuncia-se aché)
energia positiva
“Diga aí meu Rei! “
Dizer o que deseja
Mané ou Zé Mané
Otário, um bobo
O bicho pegou / pegou
Ficou complicado
Viajou na maionese
Não entendeu nada
Leseira
Preguiça
Troncho (a)
desarrumado
Jaburu / Tribufu / Tanque
Mulher Feia
Ficar de Olho
Vigiar
Chorar de barriga cheia
Reclamar sem motivos
Aeromoça
Hospedeira de Bordo
Água Viva
Alforreca
Água Sanitária
Lixívia
Âncora do Telejornal
Pivot (Pivô)
Apostila
Sebenta
ARO DE RODA (de automóvel)
Jante (ex.: jante de 15 polegadas = roda aro 15)
Band-aid
Penso Rápido
Banho / Chuveirada
Duche
Banho de Banheira
Banho
Bilhão ( quantidade)
Mil milhões, bilião
Biscoito Champagne
Palitos de La Reine
Bonde
Eléctrico
Cair a ligação telefônica
Vir abaixo
Caixa Postal
Apartado
Camiseta
T-Shirt
Carteira de Identidade
Bilhete de Identidade
Carteira de Motorista
Carta de Condução
Pixaim, cabelo ruim
Gadelha
Câmbio (automóvel)
Mudanças
Caminhão
Camião
Colar nas Provas
Cabular / Baldar
Cabular aula / a escola
Faltar a escola propositalmente
Concreto
Betão
Concreto Armado
Betão armado
Coxim (automóvel)
Chumaceira
(Cozinhar até ficar) CROCANTE
(Cozer até ficar) ESTALADIÇO
Creme de Leite
Natas
DESCARGA (de banheiro)
Autoclismo (do quarto de banho)
DUBLAGEM (de filme, de programa de tv)
Dobragem
ENCANADOR (ou “bombeiro”, expressão usada no RJ)
Picheleiro, ou Canalizador
ESCANTEIO (futebol)
pontapé de canto
Estrada Asfaltada
Estrada alcatroada
Faixa de Pedestre (rua)
Passadeira
Favela
Bairro de Lata
Fermento Biológico
Femento Padeiro
Freio (do carro)
Travão
Funilaria / Lanternagem
Bate-chapa
Fusca
Carocha
Geladeira
Frigorífigo
Gramado
Relvado
Goleiro
Guarda-redes
Grampeador
Agrafador
Hodômetro
Conta-quilómetros
Inflável
Insulflável
Jaqueta
Blusão
Limpador de para brisa
Escova limpa-vidros
Lonas de freios
Maxilas
Maillot / Maiô
Fato de banho
Mamadeira
Biberon
Mamão
Papaya
Marrom
Castanho
Necrotério
Morgue
(Óleo) Diesel
Gasóleo
Painel (carro)
Tablier
Pão Francês
Carcaça
Pedágio
Portagem
Pedestre
Peão
Perua (tipo de carro)
Carrinha
Pessoa Física
Pessoa Singular
Ponto de Onibus
Paragem
Pé de Pato / Nadadeiras
Barbatanas
Placa do Carro
Matrícula
Prerfixo Telefônico (ddd)
Indicativo
Salva-vidas
Nadador
Sanduíche
Sandes
Secretária Eletrônica
Atendedor de Chamadas
Tanque de combustível
Depósito
Chapinha (refrigerante)
Cápsula
(telefone) Celular
Telemóvel
(Andar) Térreo
Rés do chão
Teto Solar
Tejadilho de Abrir
Torque (do motor)
Binário
Trecho (da estrada)
Troço
Venda a varejo
Venda a retalho
Vitrine
Montra (vitrine também se usa)
Viva voz (para os carros)
Mãos Livres
Filézinho ou Sanduiche de Filé
Prego
“viajar na maionese” / não entender nada
“andar a apanhar papeis”
Bisnaga (Pão)
Cacete ( no Brasil esta é uma palavra feia!  🙂 )
Patricinha / Mauricinho
Betinha / Betinho
Fofocar / Tricotar
“Estar na costura”
Falar mal de alguém
“Cortar na casaca”
Barbeiro (motorista ruim)
Azelha ( mal condutor)
Friaca (muito frio) – Hoje esta uma friaca
Briol – Hoje esta um briol!
No Brasil ficamos resfriados
Em Portugal ficamos constipados

2 de abril de 2009 Posted by | Brasil e Portugal, dica, reforma ortográfica | Deixe um comentário

Veja o que muda na língua portuguesa com a reforma ortográfica

Veja o que muda na língua portuguesa com a reforma ortográfica

A reforma ortográfica só será obrigatória a partir de 2012, mas as novas regras já podem começar a ser aplicadas a partir de 2009. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa uniformiza o português do Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Veja o que muda neste texto do professor Sérgio Nogueira.

> Regras especiais

1ª) Regra dos hiatos (abolida pela reforma ortográfica):

Como era?
Todas as palavras terminadas em “oo(s)” e as formas verbais terminadas em “-eem” recebiam acento circunflexo:

vôo, vôos, enjôo, enjôos, abençôo, perdôo; crêem, dêem, lêem, vêem, relêem, prevêem.

Como fica?
Sem acento: voo, voos, enjoo, enjoos, abençoo, perdoo; creem, deem, leem, veem, releem, preveem.

Que não muda?

a) Eles têm e eles vêm (terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos TER e VIR);

b) Ele contém, detém, provém, intervém (terceira pessoa do singular do presente do indicativo dos verbos derivados de TER e VIR: conter, deter, manter, obter, provir, intervir, convir);

c) Eles contêm, detêm, provêm, intervêm (terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos derivados de TER e VIR).

Como fica?
ELE/ELA ELES/ELAS ELE/ELA ELES/ELAS
-ê -eem -em/-ém -êm

crê creem tem têm
dê deem vem vêm
lê leem contém contêm
vê veem provém provêm

2ª) Regra do “u” e do “i” (parcialmente abolida):

Que não mudou?
As vogais “i” e “u” recebem acento agudo sempre que formam hiato com a vogal anterior e ficam sozinhas na sílaba ou com “s”:

Gra-ja-ú, ba-ú, sa-ú-de, vi-ú-va, con-te-ú-do, ga-ú-cho, eu re-ú-no, ele re-ú-ne, eu sa-ú-do, eles sa-ú-dam;

I-ca-ra-í, eu ca-í, eu sa-í, eu tra-í, o pa-ís, tu ca-ís-te, nós ca-í-mos, eles ca-í-ram, eu ca-í-a, ba-í-a, ra-í-zes, ju-í-za, ju-í-zes, pre-ju-í-zo, fa-ís-ca, pro-í-bo, je-su-í-ta, dis-tri-bu-í-do, con-tri-bu-í-do, a-tra-í-do…

Observações:

a) A vogal “i” tônica, antes de “NH”, não recebe acento agudo: rainha, bainha, tainha, ladainha, moinho…

b) Não há acento agudo quando formam ditongo e não hiato: gra-tui-to, for-tui-to, in-tui-to, cir-cui-to, mui-to, sai-a, bai-a, que eles cai-am, ele cai, ele sai, ele trai, os pais…

c) Não há acento agudo quando as vogais “i” e “u” não estão isoladas na sílaba: ca-iu, ca-ir-mos, sa-in-do, ra-iz, ju-iz, ru-im, pa-ul…

Que mudou?
Perdem o acento agudo as palavras em que as vogais “i” e “u” formam hiato com um ditongo anterior: fei-u-ra, bai-u-ca, Bo-cai-u-va…

Como era/ como fica?
Feiúra – feiura;
Baiúca – baiuca;
Bocaiúva – Bocaiuva.

3ª) Regra dos ditongos abertos “éu”, “éi” e “ói” (parcialmente abolida):

Como era?
Acentuavam-se todas as palavras que apresentam ditongos abertos:
ÉU: céu, réu, chapéu, troféus…
ÉI: papéis, pastéis, anéis, idéia, assembléia…
ÓI: dói, herói, eu apóio, esferóide…

Observações:
a) Não se acentuam os ditongos fechados:
EU: seu, ateu, judeu, europeu…
EI: lei, alheio, feia…
OI: boi, coisa, o apoio…

b) No Brasil, colmeia e centopeia são pronunciados com o timbre aberto.

Que mudou?
Perdem o acento agudo somente as palavras paroxítonas: ideia, epopeia, assembleia, jiboia, boia, eu apoio, ele apoia, esferoide, heroico

Que não mudou?
O acento agudo permanece nas palavras oxítonas: dói, mói, rói, herói, anéis, papéis, pastéis, céu, réu, troféu, chapéus…

4ª) Regra do acento diferencial (parcialmente abolida):

Como era?
Recebiam acento gráfico:
Ele pára (do verbo PARAR – só a 3ª. pessoa do singular do presente do indicativo);
Eu pélo, tu pélas e ele péla (do verbo PELAR);
O pêlo, os pêlos (substantivo = cabelo, penugem);
A pêra (substantivo = fruta – só no singular);
O pólo, os pólos (substantivos = jogo ou extremidade).

Como fica?
Sem acento gráfico:
Ele para (do verbo PARAR – 3ª. pessoa do singular do presente do indicativo);
Eu pelo, tu pelas e ele pela (do verbo PELAR);
O pelo, os pelos (substantivo = cabelo, penugem);
A pera (substantivo = fruta);
O polo, os polos (substantivos = jogo ou extremidade).

Que não mudou?

a) PÔR (só o infinitivo do verbo): “Ele deve pôr em prática tudo que aprendeu”; POR (preposição): “Ele deve ir por este caminho”.

b) PÔDE é a 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo: “Ontem ele não pôde resolver o problema”; PODE é a 3ª pessoa do singular do presente do indicativo: “Agora ele não pode sair”.

Observação:
Sugiro que acentuemos fôrma (“fôrma de pizza”), como orienta o dicionário Aurélio, a fim de diferenciar de forma (“forma física ideal”).

> Acentuação gráfica

Posição da sílaba tônica:
Proparoxítona (sílaba tônica na antepenúltima): lido;
Paroxítona (sílaba tônica na penúltima): palito;
Oxítona (sílaba tônica na última): pale.

Uso dos acentos gráficos:

– Regras básicas (nada muda com a nova reforma ortográfica):

1ª) Proparoxítonas

TODAS recebem acento gráfico:
máximo, cálice, lâmpada, elétrico, estatística, ínterim, álcool, alcoólico…

Observações:
déficit (forma aportuguesada) ou deficit (forma latina = sem acento gráfico);
habitat; sub judice (formas latinas);
récorde (usual, mas sem registro nos dicionários e no Vocabulário Ortográfico da ABL) ou recorde (forma registrada).

2ª) Paroxítonas

Só recebem acento gráfico as terminadas em:

ã(s) – ímã, órfã, ímãs, órfãs;
ão(s) – órfão, bênção, órgãos, órfãos;
i(s) – táxi, júri, lápis, tênis;
us – vírus, bônus, ânus, Vênus;
um, uns – álbum, álbuns, fórum, fóruns;
ons – íons, prótons, nêutrons;
ps – bíceps, tríceps, fórceps;
R – éter, mártir, açúcar, júnior;
X – tórax, ônix, látex, Fênix;
N – hífen, pólen, próton, elétron;
L – túnel, móvel, nível, amável;
ditongos – secretária, área, cárie, séries, armário, prêmios, arbóreo, água, mágoa, tênue, mútuo, bilíngue, enxáguem, deságuam…

Observações:
Não recebem acento gráfico as paroxítonas terminadas em:
a(s) – bola, fora, rubrica, bodas, caldas;
e(s) – neve, aquele, cortes, dotes;
o(s) – solo, coco, sapato, atos, rolos;
em, ens – nuvem, item, hifens, ordens;
am – falam, estavam, venderam, cantam.

Palavras com dupla pronúncia (com ou sem acento gráfico)
Em negrito, está a forma preferencial:

Vejamos alguns exemplos que já aparecem nas mais recentes edições de nossos principais dicionários e no Vocabulário Ortográfico publicado pela Academia Brasileira de Letras.

ACROBATA ou ACRÓBATA
AUTÓPSIA ou AUTOPSIA
BIÓPSIA ou BIOPSIA
BIOTIPO ou BIÓTIPO
BOEMIA ou BOÊMIA
CATÉTER ou CATETER
CRISÂNTEMO ou CRISANTEMO
DUPLEX ou DÚPLEX
HIEROGLIFO ou HIERÓGLIFO
NECRÓPSIA ou NECROPSIA
ÔMEGA ou OMEGA
ORTOEPIA ou ORTOÉPIA
PROJÉTIL ou PROJETIL
TRIPLEX ou TRÍPLEX
XÉROX e XEROX

3ª) Oxítonas

– Só recebem acento gráfico as terminadas em:
a(s) – sofá, atrás, maracujá, babás, dirá, falarás, encaminhá-la, encontrá-lo-á;
e(s) – café, pontapés, você, buquê, português, obtê-lo, recebê-la-á;
o(s) – jiló, avô, avós, gigolô, compôs, paletó, após, dispô-lo;
em, ens – além, alguém, também, parabéns, vinténs, ele intervém, tu intervéns.

Observações:
Não recebem acento gráfico as oxítonas terminadas em:
i(s) – aqui, saci, Parati, anis, barris, adquiri-lo, impedi-la;
u(s) – bauru, urubu, Nova Iguaçu, Bangu, cajus, expus;
az, ez, oz – capaz, talvez, atroz;
or – condor, impor, compor;
im – ruim, assim, folhetim.

4ª) OMonossílavas

– Só recebem acento gráfico as palavras tônicas (substantivos, adjetivos, verbos, pronomes, advérbios, numerais) terminadas em:
a(s) – pá, gás, má, más, ele dá, há, tu vás, dá-lo, já, lá;
e(s) – fé, ré, pés, mês, que ele dê, ele vê, vê-los, tu lês, três;
o(s) – pó, dó, nó, nós, cós, vós, pôs, pô-lo.

Observações:
a) Não recebem acento gráfico os monossílabos tônicos terminados em:
i(s) – ti, si, bis, quis;
u(s) – tu, cru, nus, pus;
az, ez, oz – paz, fez, vez, noz, voz;
or – cor, for, dor;
em, ens – bem, sem, trens, ele tem, ele vem, tu tens, tu vens.

b) Não recebem acento gráfico os monossílabos átonos:
artigos definidos: o, a, os, as;
conjunções: e, mas, se, que;
preposições: a, de, por;
contrações: da, das, no, nos;
pronome relativo: que.

c) A palavra QUE recebe acento circunflexo, quando substantivada ou no fim de frase:
As crianças tinham um quê todo especial.
Procurava não sabia o quê.
Ele viajou por quê?

Palavras que só admitem uma pronúncia, mas deixam dúvidas.
(marcamos a sílaba tônica, para reforçar a pronúncia culta)

1. ACÓRDÃO (acordo judicial)
2. ACORDÃO (aumentativo de acordo)
3. AMBROSIA
4. ARGUI (ele = presente do indicativo)
5. ARGUI (eu = pretérito perfeito do indicativo)
6. QUI (cor)
7. CAQUI (fruta)
8. CIRCUITO
9. CLIRIS
10. CLÍTORIS (pedra)
11. ESTRAGIA
12. FILANTROPO
13. FLUIDO (substantivo)
14. FLUÍDO (particípio do verbo FLUIR)
15. FORTUITO
16. GRATUITO
17. IBERO
18. ÍNTERIM
19. TEX
20. MAQUINARIA
21. MAQUIRIO
22. MISTER (necessário)
23. MOLITO
24. NOBEL
25. OCEANIA
26. ÔNIX
27. RECORDE
28. RUBRICA

> Uso do trema (totalmente abolido)

Como era?

Usávamos o trema na vogal “u” (pronunciada e átona), antecedida de Q ou G e seguida de E ou I. O objetivo do trema era distinguir a vogal “u” muda (= não pronunciada) da vogal “u” pronunciada:

QUE = quente, questão, quesito; QÜE = freqüente, seqüestro, delinqüente;
QUI = quilo, adquirir, química; QÜI = tranqüilo, eqüino, iniqüidade;
GUE = guerra, sangue, larguemos; GÜE = agüentar, bilíngüe, enxagüemos;
GUI = guitarra, distinguir, seguinte; GÜI = lingüiça, pingüim, argüir.

Palavras que recebiam trema:
agüentar, argüir, argüição, averigüemos, apazigüemos, bilíngüe, cinqüenta, conseqüência, conseqüente, delinqüência, delinqüente, deságüe, enxágüe, freqüência, freqüente, lingüiça, pingüim, qüinquagésimo, qüinqüênio, qüinqüenal, sagüi, seqüência, seqüestro, tranqüilo…

Palavras que não recebiam trema:
adquirir, distinguir, distinguido, extinguido, extinguir, seguinte, por conseguinte, questão, questionar, questionário…

Como fica? Todas sem trema:
aguentar, arguir, arguição, averiguemos, apaziguemos, bilíngue, cinquenta, consequência, consequente, delinquência, delinquente, deságue, enxágue, frequência, frequente, linguiça, pinguim, quinquagésimo, quinquênio, quinquenal, sagui, sequência, sequestro, tranquilo; adquirir, distinguir, distinguido, extinguido, extinguir, seguinte, por conseguinte, questão, questionar, questionário.

Observações:

a) Não esqueça que jamais houve trema quando a vogal “u” estava
seguida de “o” ou “a”: ambíguo, longínquo, averiguar, adequado…

b) Se a vogal “u” fosse pronunciada e tônica, deveríamos usar acento
agudo em vez do trema: que ele averigúe, que eles apazigúem, ele argúi, eles argúem… Este acento também foi abolido: que ele averigue, que eles apaziguem, ele argui, eles arguem…

c) Palavras com dupla pronúncia (o uso do trema era facultativo). Com a
reforma ortográfica, seremos obrigados a escrever sem trema:
antiguidade, antiquíssimo, equidistante, liquidação, liquidar, liquidez, liquidificador, líquido,sanguinário, sanguíneo.

d) Também com dupla pronúncia (sempre sem trema):
Catorze e quatorze
Cota OU quota
Cotizar OU quotizar
Cotidiano OU quotidiano

> Hífen

Nas formações com prefixos

(ANTE, ANTI, ARQUI, AUTO, CIRCUM, CO, CONTRA, ENTRE, EXTRA, HIPER, INFRA, INTER, INTRA, SEMI, SOBRE, SUB, SUPER, SUPRA, ULTRA…) e em formações com falsos prefixos (AERO, FOTO, MACRO, MAXI, MICRO, MINI, NEO, PAN, PROTO, PSEUDO, RETRO, TELE…), só se emprega o hífen nos seguintes casos:

a) Nas formações em que o segundo elemento começa por “H”: ante-histórico, anti-higiênico, anti-herói, anti-horário, auto-hipnose, circum-hospitalar, co-herdeiro, infra-hepático, inter-humano, hiper-hidratação, neo-hamburguês, pan-helênico, proto-história, semi-hospitalar, sobre-humano, sub-humano, super-homem, ultra-hiperbólico…

Observação: Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos “DES-“ e “IN-“ e nas quais o segundo elemento perdeu o “h” inicial: desumano, desarmonia, desumidificar, inábil, inumano…

b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na MESMA VOGAL com que se inicia o segundo elemento: auto-observação, anti-imperialismo, anti-inflacionário, anti-inflamatório, arqui-inimigo, arqui-irmandade, contra-almirante, contra-ataque, infra-assinado, infra-axilar, intra-abdominal, proto-orgânico, re-eleger, semi-inconsciência, semi-interno, sobre-erguer, supra-anal, supra-auricular, ultra-aquecido, eletro-ótica, micro-onda, micro-ônibus…

Observações:

1ª) Nas formações com o prefixo “CO-“, este aglutina-se em geral com o segundo elemento mesmo quando iniciado por “o”: coobrigação, coocupante, cooperar, cooperação, coordenar…

2ª) Nas formações com os prefixos “CIRCUM-“ e “PAN-“, quando o segundo elemento começa por “h”, vogal, “m” ou “n”, devemos usar o hífen: circum-hospitalar, circum-escolar, circum-murado, circum-navegação, pan-africano, pan-americano, pan-mágico, pan-negritude…

3ª) Com os prefixos AUTO, CONTRA, EXTRA, INFRA, INTRA, NEO, PROTO, PSEUDO, SEMI, SUPRA, ULTRA, ANTE, ANTI, ARQUI e SOBRE, se o segundo elemento começa por “s” ou “r”, devemos dobrar as consoantes, em vez de usar o hífen:

Como era:
auto-retrato, auto-serviço, auto-suficiente, auto-sustentável, contra-reforma, contra-senso, infra-renal, infra-som, intra-racial, neo-romântico, neo-socialismo, pseudo-rainha, pseudo-representação, pseudo-sábio, semi-reta, semi-selvagem, supra-renal, supra-sumo, ultra-radical, ultra-romântico, ultra-som, ultra-sonografia, ante-republicano, ante-sala, anti-rábico, anti-racista, anti-radical, anti-semita, anti-social, arqui-rival, arqui-sacerdote, sobre-renal, sobre-roda, sobre-saia, sobre-salto…

Como fica:
autorretrato, autosserviço, autossuficiente, autossustentável, contrarreforma, contrassenso, infrarrenal, infrassom, intrarracial, neorromântico, neossocialismo, pseudorrainha, pseudorrepresentação, pseudossábio, semirreta, semisselvagem, suprarrenal, suprassumo, ultrarradical, ultrarromântico, ultrassom, ultrassonografia, anterrepublicano, antessala, antirrábico, antirracista, antirradical, antissemita, antissocial, arquirrival, arquissacerdote, sobrerrenal, sobrerroda, sobressaia, sobressalto…

Com os prefixos terminados em vogal, se o segundo elemento começa por uma vogal diferente, devemos escrever sem hífen:

Como era:
auto-adesivo, auto-análise, auto-idolatria, contra-espião, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-acadêmico, neo-irlandês, proto-evangelho, pseudo-artista, pseudo-edema, semi-aberto, semi-alfabetizado, semi-árido, semi-escravidão, semi-úmido, ultra-elevado, ultra-oceânico…

Como fica:
autoadesivo, autoanálise, autoidolatria, contraespião, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoacadêmico, neoirlandês, protoevangelho, pseudoartista, pseudoedema, semiaberto, semialfabetizado, semiárido, semiescravidão, semiúmido, ultraelevado, ultraoceânico…

Uso do hífen com prefixo

1ª) Com os prefixos AUTO, CONTRA, EXTRA, INFRA, INTRA, NEO, PROTO, PSEUDO, SEMI, SUPRA e ULTRA, segundo o novo acordo ortográfico, só devemos usar hífen se a palavra seguinte começar por “h” ou vogal igual à vogal final do prefixo:

auto-hipnose, auto-observação; contra-almirante, contra-ataque; extra-hepático; infra-assinado, infra-hepático; intra-adnominal, intra-hepático; neo-hamburguês; proto-história, proto-orgânico; semi-inconsciência, semi-interno, supra-anal, supra-hepático; ultra-aquecido, ultra-hiperbólico.

Observação:
Com as demais letras, devemos escrever “tudo junto”, sem hífen (pela regra antiga, usávamos hífen quando a palavra seguinte começava por H, R , S e qualquer vogal):

1 ) autoadesivo, autoanálise, autobiografia, autoconfiança, autocontrole, autocrítica, autodestruição, autodidata, autoescola, autógrafo, autoidolatria, automedicação, automóvel, autopeça, autopiedade, autopromoção, autorretrato, autosserviço, autossuficiente, autossustentável, autoterapia;

2 ) contrabaixo, contraceptivo, contracheque, contradança, contradizer, contraespião, contrafilé, contragolpe, contraindicação, contramão, contraordem, contrapartida, contrapeso, contraponto, contraproposta, contraprova, contrarreforma, contrassenso, contraveneno;

3 ) extraconjugal, extracurricular, extraditar, extraescolar, extragramatical, extrajudicial, extraoficial, extrapartidário, extraterreno, extraterrestre, extratropical, extravascular.

4 ) infracitado, infraestrutura, inframaxilar, infraocular, infrarrenal, infrassom, infravermelho, infravioleta;

5 ) intracelular, intracraniano, intracutâneo, intragrupal, intralinguístico, intramolecular, intramuscular, intranasal, intranet, intraocular, intrarracial, intratextual, intrauterino, intravenoso, intrazonal;

6 ) neoacadêmico, neobarroco, neoclassicismo, neocolonialismo, neofascismo, neofriburguense, neoirlandês, neolatino, neoliberal, neologismo, neonatal, neonazista, neorromântico, neossocialismo, neozelandês;

7 ) protocolar, protoevangelho, protofonia, protagonista, protoneurônio, prototórax, protótipo, protozoário.

8 ) pseudoartista, pseudocientífico, pseudoedema, pseudofilosofia, pseudofratura, pseudomembrana, pseudoparalisia, pseudopneumonia, pseudópode, pseudoproblema, pseudorrainha, pseudorrepresentação, pseudossábio;

9 ) semiaberto, semialfabetizado, semiárido, semibreve, semicírculo, semiconsciência, semidestruído, semideus, semiescravidão, semifinal, semiletrado, seminu, semirreta, semisselvagem, semitangente, semitotal, semiúmido, semivogal;

10 ) supracitado, supramencionado, suprapartidário, suprarrenal, suprassumo, supravaginal;

11 ) ultracansado, ultraelevado, ultrafamoso, ultrafecundo, ultrajudicial, ultraliberal, ultramarino, ultranacionalismo, ultraoceânico, ultrapassagem, ultrarradical, ultrarromântico, ultrassensível, ultrassom, ultrassonografia, ultravírus.

2ª) Com os prefixos ANTE, ANTI, ARQUI e SOBRE, só devemos usar hífen se a palavra seguinte começar com “h” ou vogal igual à vogal final do prefixo (pela regra antiga, usávamos o hífen quando a palavra seguinte começava por H, R ou S):

1 ) antebraço, antecâmara, antecontrato, antediluviano, antegozar, ante-
histórico, antejulgar, antemão, anteontem, antepenúltimo, anteprojeto, anterrepublicano, antessala, antevéspera, antevisão;

2 ) antiabortivo, antiácido, antiaéreo, antialérgico, anticapitalista, anticlímax,
anticoncepcional, antidepressivo, antidesportivo, antiético, antifebril, antigripal, anti-hemorrágico, anti-herói, anti-horário, anti-imperialismo, anti-inflacionário, antimíssil, antiofídico, antioxidante, antipatriótico, antirrábico, antirradicalista, antissemita, antissocial, antiterrorismo, antitetânico, antivírus;

3 ) arquibancada, arquidiocese, arquiduque, arqui-hipérbole, arqui-
inimigo, arquimilionário, arquipélago, arquirrival, arquissacerdote;

4 ) sobreaviso, sobrebainha, sobrecapa, sobrecarga, sobrecomum,
sobrecoxa, sobre-erguer, sobre-humano, sobreloja, sobremesa, sobrenatural, sobrenome, sobrepasso, sobrerrenal, sobrerroda, sobressaia, sobressalto, sobretaxa, sobretudo, sobreviver, sobrevoo.

3ª) Com os prefixos HIPER, INTER e SUPER, só haverá hífen se a palavra seguinte começar por “h” ou “r” (essa regra não foi alterada):

1) hiperativo, hiperglicemia, hiper-hidratação, hiper-humano, hiperinflação, hipermercado, hipermiopia, hiperprodução, hiper-realismo, hiper-reativo, hipersensibilidade, hipertensão, hipertiroidismo, hipertrofia;

2) interação, interativo, intercâmbio, intercessão, interclubes, intercolegial, intercontinental, interdisciplinar, interescolar, interestadual, interface, inter-helênico, inter-humano, interlinguístico, interlocutor, intermunicipal, internacional, interocular, interplanetário, inter-racial, inter-regional, inter-relação, interseção, intertextualidade, intervocálico;

3) superaquecido, supercampeão, supercílio, superdosagem, superfaturado, super-habilidade, super-homem, superinvestidor, superleve, superlotado, supermercado, superpopulação, super-reativo, super-requintado, supersecreto, supersônico, supervalorizado, supervisionar.

4ª) Com o prefixo SUB, só haverá hífen se a palavra seguinte começar por “b” ou “r”:

subaquático, sub-base, subchefe, subclasse, subcomissão, subconjunto, subcutâneo, subdelegado, subdiretor, subdivisão, subeditor, subemprego, subentendido, subestimar, subfaturado, subgrupo, subitem, subjacente, subjugado, sublingual, sublocação, submundo, subnutrido, suboficial, subpovoado, subprefeito, sub-raça, sub-reino, sub-reitor, subseção, subsíndico, subsolo, subterrâneo, subtítulo, subtotal.

Segundo a regra antiga, se a palavra seguinte começasse pela letra “H”, deveríamos escrever sem hífen: subepático e subumano. As novas edições de nossos principais dicionários já registram as formas com hífen, como prefere o novo acordo ortográfico: sub-hepático e sub-humano.

5ª) Vejamos alguns casos em que não se usava o hífen. Deveríamos escrever sempre “tudo junto” (= sem hífen). Segundo o novo acordo ortográfico, devemos usar o hífen se o segundo elemento começar por “h” ou por vogal igual à vogal final do pseudoprefixo:

AERO – aeroespacial, aeronave, aeroporto;
AGRO – agroindustrial;
ANFI – anfiartrose, anfíbio, anfiteatro;
AUDIO – audiograma, audiometria, audiovisual;
BI(S) – bianual, bicampeão, bigamia, bisavô, bisneto;
BIO – biodegradável, biofísica, biorritmo;
CARDIO – cardiopatia, cardiopulmonar, cardiovascular;
CENTRO – centroavante, centromédio, centrossimetria;
DE(S) – desacerto, desarmonia, despercebido;
ELETRO – eletrocardiograma, eletrodoméstico, eletromagnetismo, eletrossiderurgia;
ESTEREO – estereofônico, estereofotografia, estereoquímico;
FOTO – fotogravura, fotomania, fotossíntese;
HIDRO – hidroavião, hidroelétrico;
MACRO – macroeconomia;
MAXI – maxidesvalorização;
MICRO – microcomputador, micro-onda, micro-ônibus, microrradiografia;
MINI – minidicionário, mini-hotel, minissaia, minirreforma;
MONO – monobloco, monossílabo;
MORFO – morfossintaxe, morfologia;
MOTO – motociclismo, motosserra;
MULTI – multicolorido, multissincronizado;
NEURO – neurocirurgião;
ONI – onipresente, onisciente;
ORTO – ortografia, ortopedia;
PARA – paramilitares, parapsicologia;
PLURI – plurianual;
PENTA – pentacampeão, pentassílabo;
PNEUMO – pneumotórax, pneumologia;
POLI – policromatismo, polissíndeto;
PSICO – psicolinguística, psicossocial;
QUADRI – quadrigêmeos;
RADIO – radioamador;
RE – re-erguer, re-eleger, rever, rerratificação;
RETRO – retroagir, retroprojetor;
SACRO – sacrossanto;
SOCIO – sociolinguístico, sociopolítico;
TELE – telecomunicações, tele-entrega, televendas, telessexo;
TERMO – termodinâmica, termoelétrica;
TETRA – tetracampeão, tetraplégico;
TRI – tridimensional, tricampeão;
UNI – unicelular;
ZOO – zootecnia, zoológico.

Prefixos sempre seguidos de hífen:

Além – além-mar, além-túmulo;
Aquém – aquém-fronteiras, aquém-mar;
Bem – bem-amado, bem-querer (exceções: bendizer, benquisto);
Ex (= anterior) – ex-senador, ex-esposa;
Grã – grã-duquesa, grã-fino;
Grão (= grande) – grão-duque, grão-mestre;
Pós (tônico) – pós-moderno, pós-meridiano, pós-cabralino;
Pré (tônico) – pré-nupcial, pré-estréia, pré-vestibular;
Pró (tônico) – pró-britânico, pró-governo;
Recém – recém-chegado, recém-nascido, recém-nomeado;
Sem – sem-número (= inúmeros), sem-terra, sem-teto, sem-vergonha;
Sota/soto – sota-piloto, soto-mestre;
Vice/vizo – vice-diretor, vizo-rei.

Observação:
Com o prefixo “CO-“, o uso do hífen era obrigatório: co-autor, co-fundador, co-seno, co-tangente…

Com o novo acordo ortográfico, o hífen só será obrigatório se o segundo elemento começar por “H” ou vogal igual: co-herdeiro, co-organização, coautor, cofundador, cosseno, cotangente.

Nas formações com o prefixo “CO-“, este aglutina-se em geral com o segundo elemento mesmo quando iniciado por “o”: coobrigação, coocupante, cooperar, cooperação, coordenar…

Devemos usar o hífen:

1) Para dividir sílabas: or-to-gra-fi-a, gra-má-ti-ca, ter-ra, per-do-o, ra-i-nha, trans-for-mar, tran-sa-ção, su-bli-me, sub-li-nhar, rit-mo…

2) Com pronomes enclíticos e mesoclíticos: encontrei-o, recebê-lo, reunimo-nos, encontraram-no, dar-lhe, tornar-se-á, realizar-se-ia…

3) Antes de sufixo -(GU)AÇU, -MIRIM, -MOR: capim-açu, araçá-guaçu, araçá-mirim, guarda-mor…

4) Em compostos em que o primeiro elemento é forma apocopada (BEL-, GRÃ-, GRÃO- …) ou verbal: bel-prazer, grã-fino, grão-duque, el-rei, arranha-céu, cata-vento, quebra-mola, para-lama, beija-flor…

5) Em nomes próprios compostos que se tornaram comuns: santo-antônio, dom-joão, gonçalo-alves…

6) Em nomes gentílicos: cabo-verdiano, porto-alegrense, espírito-santense, mato-grossense…

7) Em compostos em que o primeiro elemento é numeral: primeiro-ministro, primeira-dama, segunda-feira, terça-feira…

8) Em compostos homogêneos (dois adjetivos, dois verbos): técnico-científico, luso-brasileiro, azul-claro, quebra-quebra, corre-corre, zigue-zague…

9) Em compostos de dois substantivos em que o segundo faz papel de adjetivo: carro-bomba, bomba-relógio, laranja-lima, manga-rosa, tamanduá-bandeira, caminhão-pipa…

10) Em composto em que os elementos, com sua estrutura e acento, perdem a sua significação original e formam uma nova unidade semântica: copo-de-leite, pé-de-moleque, couve-flor, tenente-coronel, pé-frio, unha-de-fome…

15 de março de 2009 Posted by | dica, dicas, reforma ortográfica | Deixe um comentário